BLOG QUE TRATA DE PSICANÁLISE

Um blog que diz de Freud, Lacan, Psicanálise, subjetividade, condição humana e outros assuntos afins, quase sempre muito interessantes...
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FREUD E A CIÊNCIA.... ESCRITORES, CIÊNCIA E CASTRAÇÃO

Os escritores estão submetidos à necessidade de criar prazer intelectual e estético, bem como certos efeitos emocionais. Por essa razão, eles não podem reproduzir a essência da realidade tal como ela é, senão que devem isolar partes da mesma, suprimir associações perturbadoras, reduzir o todo e completar o que falta. Esses são os privilégios do que se convencionou chamar ‘licença poética’. Além disso, eles podem demonstrar apenas ligeiro interesse pela origem e pelo desenvolvimento dos estados psíquicos que descrevem em sua forma completa.  Torna-se, pois, inevitável que a ciência deva, também, se preocupar com as mesmas matérias, cujo tratamento, pelos artistas, há milhares de anos, vem deleitando tanto a humanidade, muito embora seu trato seja mais tosco e proporcione menos prazer. Essas observações, esperamos, servirão para nos justificar, de modo amplo, o tratamento estritamente científico que damos ao campo do amor humano. A ciência, é, afinal, a renúncia mais completa ao princípio de prazer de que é capaz nossa atividade mental.

In:   UM TIPO ESPECIAL DE ESCOLHA DE OBJETO FEITA PELOS HOMENS(1910)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

FREUD E A CIÊNCIA.... FREUD ERROU?

O emprego da análise para o tratamento das neuroses é somente uma de suas aplicações; o futuro talvez demonstre que não é o mais importante.

In:  A QUESTÃO DA ANÁLISE LEIGA (1926)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... AS VERDADES QUE A PSICANÁLISE RE(DES)VELA

"Disse-lhes que a psicanálise começou como um método de tratamento; mas não quis recomendá-lo ao interesse dos senhores como método de tratamento e sim por causa das verdades que ela contém, por causa das informações que nos dá a respeito daquilo que mais interessa aos seres humanos – sua própria natureza – e por causa das conexões que ela desvenda entre as mais diversas atividades."

In:   NOVAS CONF. INT. SOBRE PSICANÁLISE (1933) [34 e 35) EXPLIC...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... SOBRE O MEDO, AS DÚVIDAS E O DESCONHECIDO....

"O viajante surpreendido pela noite pode cantar alto no escuro para negar seus próprios temores; mas apesar de tudo isto, não enxergará mais que um palmo adiante do nariz."

In.:  INIBIÇÃO, SINTOMA E ANSIEDADE (1926[1925])

terça-feira, 11 de junho de 2013

FREUD E A CIÊNCIA: UMA CRÍTICA AOS CRÍTICOS

"Se os representantes das várias ciências mentais devem estudar a psicanálise a fim de ser capazes de aplicar seus métodos e ângulos de abordagem ao seu próprio material, não lhes será suficiente parar de repente nos achados que são formulados na literatura analítica. Eles devem aprender a análise da única maneira possível – submetendo-se eles próprios a uma análise."

In:  A QUESTÃO DA ANÁLISE LEIGA (1926)

 

 

FREUD E A CIÊNCIA: DIFICULDADES DO PESQUISADOR EM VER COM CLAREZA

"É quase humilhante que, após trabalharmos por tanto tempo, ainda estejamos tendo dificuldades para compreender os fatos mais fundamentais. Mas decidimos nada simplificar e nada ocultar. Se não conseguimos ver as coisas claramente, pelo menos veremos claramente quais são as obscuridades."

In:  INIBIÇÃO, SINTOMA E ANSIEDADE (1926[1925])

quarta-feira, 5 de junho de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... O MEIO SOCIAL E O NIVEL CULTURAL DO PACIENTE AJUDA OU ATRAPALHA?

"E os senhores compreenderão, naturalmente, o quanto as perspectivas de um tratamento são determinadas pelo milieu social do paciente e pelo nível cultural de sua família. Esse aspecto apresenta uma sóbria perspectiva para a eficiência da psicanálise como forma de terapia, não é mesmo? Ainda que sejamos capazes de explicar a grande maioria de nossos fracassos, atribuindo-os à interferência de fatores externos."

In:  CONF. INTR. SOBRE PSICANÁLISE (1916-1917)[1915-1917]

FREUD E A CIÊNCIA... ACERCA DA IMPORTÂNCIA DA ESPECULAÇÃO...

"Como sabem, a psicanálise originou-se como método de tratamento; ela o desenvolveu muito, mas não abandonou seu chão de origem e ainda está vinculada ao seu contato com os pacientes para aumentar sua profundidade e se desenvolver mais. As informações acumuladas, de que derivamos nossas teorias, não poderia ser obtida de outra maneira. As falhas que nós, na qualidade de terapeutas, encontramos, constantemente nos propõem novas tarefas, e as exigências da vida real estão efetivamente em guarda contra um exagero da especulação, da qual não podemos, afinal, prescindir em nosso trabalho."

In:   NOVAS CONF. INT. SOBRE PSICANÁLISE (1933) [34 e 35) EXPLIC...

domingo, 2 de junho de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... A PSICANÁLISE NÃO É PARTE DA MEDICINA!

"Presumi, vale dizer, que a psicanálise não é um ramo especializado da medicina. Não vejo como é possível discutir isso. A psicanálise é uma parte da psicologia; não da psicologia médica no velho sentido, não da psicologia de processos mórbidos, mas simplesmente da psicologia. Certamente não o todo da psicologia, mas sua subestrutura e talvez mesmo todo o seu alicerce. A possibilidade de sua aplicação a finalidades médicas não nos deve desorientar. A eletricidade e a radiologia também têm sua aplicação médica, mas a ciência a qual ambas pertencem é, não obstante, a física. Nem a situação delas pode ser afetada por argumentos históricos. Toda a teoria da eletricidade teve sua origem numa observação de um preparado muscular nervoso; contudo ninguém sonharia hoje em considerá-la como parte da fisiologia."

In:  PÓS ESCRITO (1927) de  A QUESTÃO DA ANÁLISE LEIGA (1926)

 

FREUD E A CIÊNCIA... PSICANÁLISE NÃO DEVE SER UMA VISÃO DE MUNDO

"Devo confessar que não sou de modo algum parcial quanto à construção de Weltanschauungen. Tais atividades podem ser deixadas aos filósofos, que confessadamente acham impossível empreender sua viagem pela vida sem um Baedeker dessa espécie para proporcionar-lhes informações sobre todos os assuntos. Aceitemos humildemente o desprezo com que nos olham, sobranceiros, do ponto de observação de suas necessidades superiores. Mas visto que nós não podemos também abrir mão de nosso orgulho narcísico, ficaremos reconfortados com o pensamento de que tais ‘Manuais para a Vida’ ficam logo desatualizados, de que é precisamente nosso trabalho míope, tacanho e insignificante que os obriga a aparecer em novas edições, e de que até mesmo os mais atualizados deles nada mais são do que tentativas para encontrar um substituto para o antigo, útil e todo-suficiente catecismo da Igreja. Somente uma pesquisa paciente e perseverante, na qual tudo esteja subordinado à única exigência da certeza, poderá gradativamente ocasionar uma transformação. "

In:   INIBIÇÃO, SINTOMA E ANSIEDADE (1926[1925])

quinta-feira, 30 de maio de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... INUTILIDADE DAS ESTATÍSTICAS

"Amigos da análise têm-nos aconselhado a arrostar a ameaça de publicação de nossos insucessos com estatísticas de nossos êxitos, alinhados por nós próprios. Não concordo com isto. Assinalei que as estatísticas são carentes de valor se os itens nela agrupados são por demais heterogêneos; e os casos de doença neurótica que tomamos em tratamento eram, de fato, impossíveis de comparar, em uma grande variedade de aspectos."

In:   CONF. INTR. SOBRE PSICANÁLISE (1916-1917)[1915-1917]

sábado, 25 de maio de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... COLABORANDO COM A PSIQUIATRIA?

"A psiquiatria é na atualidade essencialmente uma ciência descritiva e classificatória cuja orientação ainda é no sentido do somático, de preferência ao psicológico, e que se acha sem possibilidades de fornecer explicações aos fenômenos que observa. A psicanálise, contudo, não se coloca em oposição a ela, como o comportamento quase unânime dos psiquiatras poderia levar-nos a acreditar. Pelo contrário, como uma psicologia profunda, uma psicologia daqueles processos da vida mental que são retirados da consciência, ela é convocada a dar à psiquiatria um fundamento indispensável e a libertá-la de suas atuais limitações. Podemos prever que o futuro dará origem a uma psiquiatria científica, à qual a psicanálise serviu de introdução."

In:   DOIS VERBETES DE ENCICLOPÉDIA (1923)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

FREUD E A CIÊNCIA... RELAÇÃO COM A PSIQUIATRIA

"Pois não consideramos absolutamente conveniente para a psicanálise ser devorada pela medicina e encontrar seu último lugar de repouso num livro de texto de psiquiatria sob a epígrafe ‘Métodos de tratamento’, juntamente com procedimentos tais como sugestão hipnótica, auto-sugestão e persuasão, que nascidas de nossa ignorância, têm de agradecer a indolência e a covardia da humanidade por seus efeitos efêmeros. "


In:      A QUESTÃO DA ANÁLISE LEIGA (1926)